Crise…. Exoneração… Bobos!

By Leonor, 2 02UTC Julho 02UTC 2010 22:29

Nos postos de combustível, o litro de gasóleo custa actualmente cerca de 1,209 euros, enquanto o preço da gasolina ronda os 1,440 euros por litro. De acordo com o último relatório de Bruxelas, depois de impostos, o preço médio da gasolina 95 octanas praticado em Portugal é o oitavo mais caro em toda a União Europeia. Já o gasóleo ocupa a 11ª posição entre os 27 países do espaço comunitário.

Li isto hoje.

Como é possível a um país com tantos problemas, tão curtos salários, baixos níveis escolares, sermos um dos países na linha de frente para, infelizmente, os preços mais elevados de combustível?

Mesmo assim, não deixo de me enfurecer todos os dias com o trânsito exagerado, excesso de carros e, registos de matrículas deveras recentes… informações do nº de telemóveis que os portugueses adquiriram no 1º trimestre do ano….aquisição de 2ªs casas….

Fala-se em crise. Eu não noto, de todo este conceito.

Fui ver ao dicionário.

Crise -

(latim crisis, -is)

s. f.
1. Mudança que sobrevém no curso de uma doença aguda.
2. Fig. Conjuntura perigosa; momento perigoso e decisivo.
3. Falta de trabalho.
4. Embaraço na marcha regular dos negócios.
5. Desacordo político que obriga o ministério a recompor-se ou a demitir-se.
s. m.
6. Bras. Cris.

crise nervosa: ataque de nervos.

Cinjo-me à 5ª definição: …. a demitir-se….

A expressão ouro sobre azul aplica-se a esta definição na perfeição. Já imaginaram o nosso querido 1º Ministro, lembrar-se de ler, efectivamente, o significado de crise no dicionário?
Será que o diploma de Sua Excelência, lhe confere a capacidade de compreensão, que qualquer miúdo de 8 anos adquire de forma inata?
Consegue percepcionar esta informação como dita a definição? O que me leva logo a pensar noutra que está intrínseca a esta:

Exoneração-
.Demissão ou destituição de uma função ou de um cargo.

Exmo. Senhor Primeiro-Ministro, o verdadeiro conceito de CRISE, consiste no facto de, Vossa Pessoa, ainda não ter conseguido entender a derradeira função que o povo português lhe pede conceda.

Ah, para que seja clara, Vossa Pessoa é Sua Excelência o Próprio e, não, como poderá pensar, alguma alusão ao Fernando Pessoa….


Use e abuse da sua sabedoria, que tanto irradiou a população, ofuscou os mais crentes e acordou os mortos e, tente um milagre: Alegrar Portugal de forma unívoca.

Atente a demonstrar o orgulho que tanto ostenta… a menos que o tenha confundido com a total carência de que é alvo: A Ausência de Brio e Inteligência.
Características que rareiam nos dias que correm.

Ou arrisca-se a concorrer o país na 6ª definição de crise….ataque de nervos. E depois?

Ah, concerteza…. haverão genéricos sobre o Xanax, à borla para os indivíduos que demonstrem incapacidade total e absoluta…
Entenda-se: O nosso governo!

… Um dia, hei-de ver o nosso governo, a acampar lado-a-lado com o Circo Cardinalli…de um lado os leões… do outro os bobos da corte! Que é a doença aguda de que sofre… a 1ª definição de Crise.

Boa noite a todos… e ” no heart feelings” ;)

O efémero de cada átomo … ligações moleculares que não devem ser..

By Leonor, 17 17UTC Maio 17UTC 2010 20:33

O efémero de cada átomo … ligações moleculares que não devem ser…nem serão nunca… apesar da similitude genética  contra a certeza da ciência… só os alelos significam… o restante, semelhanças teoréticas…

Decidi, finalmente, aprofundar esta frase da minha autoria.

Questionam-se sobre o seu significado.

A cada ano, dia, hora, segundo que passa, convenço-me que não há como justificar a herança genética especificamente sobre as ligações familiares.

Somos ensinados a acreditar que vamos transformar-nos nas pessoas que nos rodeiam, que nos ensinam, nos guiam a toda a hora.

Ora vejamos, um filho de um recluso, será rotulado como sendo um futuro recluso. Porquê? Porque o Pai assim foi, teve esse exemplo e não haverá como ser diferente. Senão como os genes são parte integrante do nosso organismo, os maus exemplos estarão inculcados no indivíduo.

Considero ridículo esta premissa que pressupõe que todos somos pré-definidos geneticamente.

Voltando atrás, no meu paupérrimo conhecimento e, com alguns anos de experiência de vida, podemos todos constatar que não é um facto que deveremos ser como os nossos Pais ou aqueles que, supostamente, nos educam.

Aposso-me do que percepciono no meu meio e, parece-me que só temos ligação e tomamos como exemplo quem nós escolhemos.

Se me apetecer escolher o comportamento de um bácoro… lá vou eu a roncar e a esfregar-me no chão!

Mas posso escolher! A capacidade de escolha de decisão, de raciocinar é o limiar entre o mundo animal e humano.

Pensam no mesmo que eu? Pois, há alturas que não consigo distinguir bem entre um primata e alguns espécimes ditos humanos, tal é o comportamento.

A derivar novamente. Perdoem-me.

O desígnio que pretendo intentar, assenta na ideia de que temos “obrigação” de gostarmos dos nossos Pais, irmãos, avós, tios, primos, independentemente de nos tratarem bem, fazerem companhia e saberem da nossa existência.

Não tenho, não quero e não pretendo criar laços maiores com quem não está presente, não me reconhece e sabe tanto de mim como o Papa Bento XIV!

Lá por haver ligações genéticas, semelhanças no DNA e físicas, não se deve pressupor que temos que perdoar e dar como adquiridas essas pessoas.

Merecedoras são aquelas que estão presentes, apoiam-nos em momentos maus e bons, partem a loiça connosco quando a ocasião o dita.

Daí concluo que a génese somente regula os nossos traços físicos.

O restante, cabe-nos ensaiar todos os caminhos possíveis para um melhor entendimento e benfeitoria das nossas pessoas.

Portanto, vou ver algum documentário de gorilas e tentar vislumbrar quaisquer traços com quem se me relaciona!

Boa noite

NÃO ME CONFORMO

By Leonor, 9 09UTC Março 09UTC 2010 22:40

Vejo as notícias e não me consigo conformar.

Uma amiga minha diz-me que devemos “positivar” as nossas conversas/frases, ou seja, utilizar o menos possível os termos NÃO/NUNCA/NADA…

Neste momento, confesso não ser capaz disso.

NÃO entendo como permitiram acontecer uma situação como a do Leandro. Desde o corpo pedagógico a todos os que o rodeavam diariamente. Entendo não responsabilizar os Pais, a quem tenho todo o respeito.

As pesssoas que me circundam, costumam repetir que não serve de NADA enervar-me tanto, nem objectar sobre tudo, porque sozinha NÃO vou mudar o mundo. NÃO ME CONFORMO.

Eu estrabucho. Gesticulo. Insulto menos. Refilo. Queixo-me. Insurjo-mecontra quaisquer nadas e tudos que me comicham o sistema nervoso.

Se tivessem dito aos Pais - “queixem-se/falem/sobreponham-se/zanguem-se” - se alguém batesse com o pé a dada altura, ter-se-ia evitado o pior.

NÃO ME CONFORMO.

Gritem. Por favor.

ArMEM um escândalo. Agarrem o chinelo com alma.

Ninguém fala em passar por cima dos outros ou ser violento.

Por aquilo que está errado. Pelas injustiças do mundo.

Contra a violência gratuita, a animalidade premente nas atitudes tidas pelas ditas “pessoas”, seres em construção.

Não evita a total desconstrução desta barbárie.

Simplesmente…como Mãe… NÃO me conformo….

OS meus mais respeitosos pêsames…

Arroz Basmati? Ou pasmáticos?

By Leonor, 27 27UTC Fevereiro 27UTC 2010 1:09

 Todos conhecem sobejamente o famosíssimo arroz Basmati.

Qualquer um de nós terá já degustado alguma refeição de tom indiano em alguma altura das nossas vidas.

 

Há uns anos, fui com duas amigas minhas jantar fora.

Nós costumávamos sair com bastante frequência e jantávamos fora sempre que podíamos para por as conversas em dia. Mulheres juntas, os assuntos eram do mais variado possível. Os temas variavam do par de sapatos que tínhamos adquirido, ou pelos quais nos descabelávamos até ao pormenor de algum tópico que nos tivesse captado a atenção nos jornais.

 

A Tita e a Joana estavam particularmente divertidas neste dia e, confesso, que levaram algum tempo a convencerem-me, desta vez, a ir jantar fora.

Estava há uns dias com uma crise de asma que teimava em não melhorar e, que me leva a um estado de desespero sem igual.

Fumadora nata, ainda hesitei entre a comida indiana/fumos e o conforto e pureza do ar do lar, para não cair na tentação de enfiar à força nicotina nos pulmões.

Lá fui com elas a um restaurante perto da Assembleia, mínimo, com uma decoração sui generis.

 

Deram-nos uma mesa a um canto e claro, como não podia deixar de ser, o estardalhaço foi tanto da nossa parte, que os restantes frequentadores do restaurante olhavam muito incomodados com cara de quem ia bater-nos a qualquer momento.

Quando eu me ria era com apontamentos de uma tosse convulsiva, pieira, mieira e fungadelas.

Um nojo!

Quando pedimos a comida….(atentos ao facto de ter sido a minha 1ª incursão na gastronomia indiana) …o empregado enumerou os diversos acompanhamentos.

 

…e arroz pasmáticos….

 

Ouviu-se um grito estridente.

 

Fui eu!

 

“ Não me diga? Pasmáticos?”

 

“ Sim, menina”

 

“Amigas, se eu soubesse que os indianos tinham um arroz especialmente para os asmáticos, já tinha começado a comer há séculos indiano”

 

“Menina…o arroz é Basmati! E não para asmáticos!”

 

Sem comentários!

 

Vá! Riam disto. Sempre que me lembro escangalho-me toda. O desespero para respirar era de tal forma que eu distorci toda e qualquer palavra que me dissessem, que se parecesse com algum tratamento alternativo para a asma.

Coragem…ou não?!

By Leonor, 17 17UTC Fevereiro 17UTC 2010 23:27

Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo.

A coragem não consiste na ausência de medo e ansiedade, mas na capacidade de prosseguir mesmo quando temeroso.

Frases que descobri no Google.

Ao longo da vida criei um estigma em torno das relações pessoais que tive, tenho ou virei a ter.

Todos temos esta tendência com o decorrer do tempo, ou porque nos desiludimos vezes demasiadas, ou porque, simplesmente, são sinais de amadurecimento emocional.

Eu vivo em constante receio de falhar, de não conseguir levar avante as minhas vontades, desejos e objectivos, em qualquer um dos campos da minha vida.

Pânico é a palavra que melhor descreve o que sinto quando penso sequer na remota hipótese de permitir que alguém se aproxime de mim.

Hoje deparei-me com estas questões que me fizeram:

Mas há dias em que me intrigo com o que acontece se eu tiver menos força em algum instante… será que vais tu dizer as coisas certas… Dar-me aquele abraço e aquele beijo que eu vou precisar de ouvir?… Estás sempre a falar de ficares “novamente sozinha”… Isso angustia-me. Isso não é um projecto… Isso não é nada… é um passar do tempo fechada, trancada, na torre alta do castelo, o tal lugar inacessível… quando te pedir uma mão para subir para a tua janela e achar que já não tenho forças e que vou cair.. Tu não ajudas e deixas-me cair… É seriamente ESTE o teu plano?. .. É esta a imagem que eu vejo quando tens essa conversa… daí a minha angústia!?

 

Perguntam qual a minha reacção? A vossa qual seria? A imagem que eu espelho é a de uma Rapunzel na torre a aguardar que alguém me resgate deste torpor emocional em que me tranquei e, a esperança de conseguirem realizar esse enorme feito. Digo isto, porque tenho absoluta consciência da terrível tarefa que eu incuto a esse alguém para me dar, algum dia.

Sempre disse que me surpreendam, devem arrebatar-me, saber ser firmes e enfrentarem-me.

Se algum dia perderes a força eu tenho que aqui estar. Mas antes preciso de saber se é isso que vais querer. Eu dou o abraço que quiseres, que precisares, lanço os lençóis e toalhas que forem necessárias.

A minha mente rodopia em espiral, em altos e baixos sem fim, a espera de tomar uma decisão e de, finalmente, ter a coragem de seguir em frente apesar de todo este pânico.

Sim, tens razão, não to vou negar. Estou relutante quanto a levantar este “rabo pesado”, como as crianças quando fazem birras e deixar que me elevem.

No fundo, concordo que tenho medo que sejas falso, volátil, tóxico e temporário! Que eu ganhe confiança em ti e sinta levemente o toque da felicidade…e que tudo desabe quando menos espero.

O meu livro vai longe e avançado, toda a minha vida é uma encruzilhada, vejo todos os objectivos traçados. Faltam-me as soluções. A solidão foi uma opção para evitar constrangimentos e desilusões que via prementes.

Pediste-me uma oportunidade para tentares… e confesso, não resisto a esse olhar verde, profundo. Essa ingenuidade inteligente, que me desarma sempre. A vontade que tenho de ser agarrada por ti, nesses braços firmes quando penso em fugir desalmadamente de qualquer emoção, sentimento que se aproxime de mais do que um simples gostar.

Vejo agora a profundidade do teu olhar e não vislumbro resquícios de falsidade…Sinto, de forma estranha, a segurança que me transmites.

Perguntas o que eu quero. O que todas as meninas querem quando ouvem e sentem a 1ª história de conto de fadas. Quero sentir-me segura, saber que é de mim que gostam, que se preocupam comigo.

E quero poder retribuir tudo isso.

Dar a mão quando precisares….

Tita…Saudades

By Leonor, 1 01UTC Fevereiro 01UTC 2010 22:30

Saudades.

A definição:

s. f.

1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que nos vemos privados.

2. Pesar, mágoa que essa privação nos causa.

Saudades.

Discutiamos sempre acesamente, quando se tratava de política. Sabias que eu detestava este assunto, mas dava-me imenso gozo aquele despique. Aprendia muito contigo.

Consciência minha, que sussurravas quando as coisas não estavam correctas.

Batias o punho na mesa quando ultrapassavamos as marcas. Sempre firme nas tuas convicções.

Tinhamos, necessariamente, que partilhar tudo contigo. Todos os nossos momentos piores/melhores/mais ou menos..

Justiça sempre foi a palavra de ordem. Refilar, barafustar, indignares-te contra o mundo injusto, a maldade, o ódio, a inveja, vingança…

Impossível de alguém se sentir mal na tua presença, brincalhona e sempre zombeteira com todos.

A boa disposição contagiante e uma gargalhada daquelas que se pegam a todos os demais e acabamos todos perdidos de riso no chão.

Nenhum evento era completo sem a tua presença.

Parece exagero tudo isto, mas sinto a tua falta todos os dias e cada vez mais. Sei que irias entender os dilemas que temos por piores que pareçam.

Lembro-me de nunca te esqueceres do dia da Mãe. Ligavas logo pela madrugada e gritavas ao telefone à gargalhada : Feliz dia da Mãe! Agora passa ao teu filho que estou farta de ti e ele é que é importante!”

Ainda hoje sinto essa falta. A voz do outro lado. O carisma que se estendia a quem interagisse contigo.

Numa das piores fases da minha vida, a desmotivação era patente em qualquer gesto meu. Tiveste, talvez, um dos melhores discursos tidos comigo. Não me deixaste nem um dia. Ligavas, falavas, animavas… Davas o teu melhor por todos, sempre.

Qualquer homenagem nao chega. Se alguém sabia o significado absoluto da amizade, era a Tita.

Imagem de força e de beleza humana. Soa a cliche, sim. Que seja.

Saudades de te ver sorrir e saltares de alegria por estarmos todos juntos.

 Saudades.

Sismo … e o meu cotão

By Leonor, 19 19UTC Janeiro 19UTC 2010 22:14

Haiti…Sismos… Flagelos…
 
Desastroso.
 
O sismo? Acho que não foi o pior. Parece-me que o pior está a ser!
Quando vejo estas notícias, escorro sangue por dentro.
 
Vejo o meu cotão debaixo da minha cama… Costuma enervar-me. Lembra-me que tenho que aspirar e limpar.
É sinonimo de uma possível crise de alergia e consequente asma, se não aspirar rapidamente o cotão.
Uma mistura de pelos da cadela do meu filho, de pó, muito pó…e, claro, as famosas migalhas, que eles (entenda-se o meu filho e a cadela) deixam cair quando fingem que escondem de mim o que trouxeram de comida para o quarto!
 
Ali está outro a espreitar perto do pé do maple D. Maria que herdei.
Demonstrativo do secular significado do maple. Torna-se mais solene o acto de me sentar nele. O cotão tem este efeito em mim.
Uma espécie de relação amor/ódio!
Está ali para me chamar a atenção, porque tenho tarefas diárias, não me posso deixar dormir…
Mesmo que me sente a olhar para o cotão, parece que se ri para mim. Cínico!
Sabes que aspiro e amanhã vais estar aí de novo. Sorridente, feliz e consciente das minhas obrigações.
 
O cotão.
Há um termo que se usa em inglês, que se aplica muito bem a mim, quando me viro 2 segundos depois de o retirar e, lá está ele!
“He stares at me!” 
Imagino os olhos esbugalhados, brilhantes a zombarem da minha expressão.
 
Santo desespero, não acabam…infindáveis cotões! Surgem em todo o lado.
Debaixo das camas, dos sofás, maple, armários…
Até as camisolas, aquelas mais grossas de inverno!
 
Mas tão real o meu cotão.
Querido cotão. Enquanto te vislumbrar, sei que tenho casa, onde dormir, cama, água para te limpar e uma lista infindável de tarefas diárias….
Ao contrário de todos os haitianos! Que perderam o seu cotão! O pequeno e insignificante bocado de pó …

Época Natalícia

By Leonor, 4 04UTC Janeiro 04UTC 2010 17:05

Antes de mais, um Ano com perspectivas melhores e obtenção de metas para todos.

Não gosto desta época.

No geral adoro ver as árvores da Avenida da Liberdade iluminadas e, imaginar-me de charrete a descê-la, num vestido em veludo verde seco do séc. XVIII.

Não gosto. As pessoas parecem formigas desagradáveis e azedas aos encontrões em busca de presentes supérfluos e ninguém pára.

Significado de Natal? Muitas compras, milhares de cifrões nos nossos telejornais….”gastaram-se em média 65€ por dia/pax….os cartões de crédito atingiram um limite absurdo”….

E agora pensemos  se cada um tivesse gasto 30 miseros € a doar para alguma instituição????  E em vez das mil e uma prendas para os familiares que já têm de tudo e, que inventamos mais alguma necessidade de ultima hora, tivessemos feito os postais personalizados a cada um?

Já digo qual o efeito.

Teria sentido.POr favor, os saldos são em Janeiro! What’s the point of spending that much, when we can have it for half??

Ah, iam todos ficar ofendidos, porque não pode nao ter dado uma prenda. Porque será? Fiz alguma coisa para não merecer a prenda? Claro que não, mas ferir as susceptibilidades que não lembram a ninguém já não podemos.

 

De qualquer das formas adoro ver o meu filho com as prendas e a alegria patente no rosto dele. Ele vibra, quando lhe damos o que ele de facto queria.

Mas acima de tudo, quando me fez correr o el Corte Inglés para comprar coisas na Unicef e na Séphora… porque, Mamã, contribuimos para as instituições. Sabes que a Séphora ajuda a Fundação Gil?

Não sabia. O sorriso da senhora que nos atendeu ao ouvir esta explicação valeu por tudo. :)

Custa-me que em tempos tão dificeis se discutam casamentos homo ou hetero…

Assistimos à destruição de centendas de casas em plena véspera de Natal e a uma onda de solidariedade por parte de bombeiros, autoridades, vizinhos,…..

Aquele jornalista incomodou-me. O da TVI. O tal que perguntou se tinha sido um Natal para melhor ou para pior, a um senhor que acabava de explicar que tinham comido à luz das velas…sem tecto, sem aquecimentos. Uma casa consstruida com uma vida de trabalho.

E a humildade com que o senhor respondeu que, naturalmente …Diferente!

O que queria o excelentíssimo jornalista como resposta? “Ah, foi fabuloso, junte-se a nós se considera para melhor!” 

O idiota ainda se riu ao fazer a pergunta.

Desculpem-me a revolta, mas comoveu-me a humildade e resignação conformada das pessoas, gentes de trabalho e, em contraste perguntas ridiculas, mínimas e ofensivas.

Teria dado um exemplo óptimo se arregaçasse as mangas do seu blusão novo, e em vez de pegar no microfone, ajudasse a distribuir mantimentos e mostrasse na TV como se AJUDA DE FACTO!

 

Esta época NAtalícia lembra sempre as coisas tristes da quem não pode festejar como muitos de nós.

Nesta altura, esquecemo-nos, sem expcepção, de tudo o que existe de hediondo pelo mundo fora…e mesmo ao nosso lado, para fingirmos um sentimento de absoluto afecto pelos nossos, com quem nunca estamos.

Mas não sou eu, sozinha, que consigo mudar o Mundo.

Preciso somente do desabafo…e da parede que estiver disposta a ouvir.

 

Um excelente Ano para todos

 

bjs

Memories

By Leonor, 8 08UTC Novembro 08UTC 2009 22:59

Memories!

A experiência de ouvir Sarah Brightman no trânsito é qualquer coisa que me transcende!

Quando estou parada, sem qualquer margem de manobra, exceptuando o pára-arranca do costume, e uma vontade incontrolável de enfiar o carro na traseira do tipo da frente, naquele impulso de se desvanecerem no ar todos os carros, tendo a esquecer-me da rádio.

Recosto-me no banco, insiro o CD da Sarah Brightman vs Andrew Lloyd Webber e oiço. Track 8…Memories… de “Cats”. Oiço todos os nano segundos desta fenomenal melodia em repetição desmesurada.

Melodia intemporal, arrepiante…Sorrio…Choro…Gera, por vezes, gargalhadas com alguma lembrança… Um carrocel de emoções, aquando do piano forte!

Abstraiam-se do exterior, do horror das notícias e deixem as notas fluírem nas veias.

Decorridos cerca de 90 segundos, muda para uma vertente mais dramática.

Fervilha no estômago em analogia, bem no nosso âmago, a respiração torna-se ofegante, a sensação de algo que devíamos possuir e não possuímos!

A vontade em crescendo de entoarmos em simultâneo a letra…

As janelas do carro abertas, não muito, uns 7 cm’s, para que não se estrague a acústica.

Agora, trepa rastejante pelos meus ossos, envolve a espinal medula, pegajosa a sensação de perda de algo que está ali ao nosso alcance – de incompreensível!

Encho os pulmões e ganho forças para cantar… ou gritar ao mundo – não me conformo com coisa alguma! Mas adoro a vida  e detesto-a em determinadas alturas!

Agudizante, memórias de algo que desconheço e, desespero…para quando a desmistificação de tais sentimentos?

Perdi, o quê?

Encontro, quando?

Saudades de quem? Desconhecido eterno…mulher perdida nas brumas dos sentimentos…

No auge das cordas, voz, melodia enternecedora e o ribombar dos tambores, fica a dúvida!

Qual o propósito deste sofrimento sem sentido?…

Memórias…

 

BACI….

By Leonor, 4 04UTC Novembro 04UTC 2009 10:58

BACI…Os chocolates Baci. “O amor é uma erva espontânea, não uma planta de viveiro” (I. Nievo)

Esta era a frase que continha o bombom que eu devorei hoje. Quem não os conhece? E os pensamentos que eles contêm?

Há uns dias, uma muito querida e grande amiga perguntou-me descaradamente “ Porque não escreves sobre o amor?” Fiquei estupefacta.

Escrevo cartas de amor, disserto sobre os meus desamores, percebo quando o vejo à distância nos outros, mas não falo nem escrevo sobre o amor…ou a minha perspectiva do mesmo. Busco incessantemente o conceito em mim, sou a pior alminha para falar disto, fujo mal o farejo no horizonte.

O que tem isto a ver com a frase que envolvia o meu bombom? Tudo. Acho que descreve da melhor forma o amor.

Por quaisquer nenhuns, as pessoas falam de amor!

Quando olho pela janela de algum comboio que tenha apanhado, o metro, o eléctrico, não é isso que vejo.

Cães abandonados, crianças com fome, pessoas a mendigarem. Agressividade e individualismos prementes em todos os átomos de oxigénio, que se transformam em substâncias tóxicas. Ódios? Ou falta de amor? O amor deve fazer-nos sorrir.

A sensação de pairarmos deve estar em 1ª instância. O livro de Jane Austen “Pride and Prejudice” espelha essas emoções todas com uma perfeição cirúrgica.

Aquela raiva que a Elisabeth Bennet sentia perante o famoso Mr Darcy e, simultaneamente vontade de ser afrontada por ele.

O desconhecimento absoluto dos nossos sentimentos, a ideia de nos dizerem que estamos apaixonados por essa pessoa torna-se hilariante aos nossos sentidos. A total disparidade de feitios pressupõe o afastamento de ambos. Mas o fascínio que a pseudo-arrogância, intelectualismo e generosidade dissimulada exercem sobre mim!

Quando penso e recordo continuamente a leve impressão de amor, busco algo que desconheço. Inquietante!

Rodopio no meio das ruas desertas à noite, nos braços de alguém que me faz rir e me diverte imenso. Mesmo quando está calado. Consegue encher os meus pensamentos e sinto-me preenchida. “ Pára o carro! Para quê Leonor? Quero dançar esta música agora, aqui. Estás a falar a sério? Estou. Pára e sai. “ Ri-se e olha para mim de forma estranha, mas segura-me com força. É tão delicado, por baixo daquela máscara que mantém de absoluta frieza e arrogância. Rodo feliz e desligada do mundo, não interessa se os carros abrandam, se os transeuntes param com ar reprovador. Acabam todos por se render aos risos que damos.

Ele empurra-me para longe e eu digo adeus e, ele agarra-me novamente, para me envolver nos braços…aproxima a cara da minha, murmura qualquer coisa que me faz rir novamente e sentir uma miúda. Levanta-me no ar para, de seguida, entrar no carro com o ar mais sério que consegue.

Isso diverte-me. Questiono-me sobre o motivo que o levou a parar abruptamente. Entro e agradeço o momento. Ele retribui de forma enigmática.

O amor deve ter a mesma vista que podemos vislumbrar do topo dos melhores bares da nossa fabulosa cidade de Lisboa.

Experimentem o bar do Hotel Sheraton, com um piano sui generis em acrílico, a vista cortante do Hotel do Bairro Alto. A paz que sentimos ao observarmos o estuário do Rio Tejo, o Cristo Rei, o jogo de luzes reflectidas no rio e a suave ondulação originada pelos barcos que lá navegam. E digam que há momentos de suposto amor que não conseguem superar as sensações que temos nestes sítios! Não conseguem.

Não podemos sentir-nos sozinhos nunca, mesmo que distem centenas de km’s do outro. Em quem pensamos aquando de uma novidade boa e uma noticia má, um momento de tristeza? Qual o sorriso que vemos nos nossos momentos de euforia?

Quem consegue, quando acreditamos que mais ninguém nos pode ajudar, sem pronunciar uma palavra, segurar a nossa mão e, num amplexo, pela sua intensidade, obrigar-nos a soltar tudo o que nos consome? Com o silêncio, um olhar, um trejeito no canto da boca, demonstrar o entendimento e o respeito por que ansiamos?

Não sei quem, mas sei que o amor deve fazer-nos sentir bem. Todos os problemas se diluem embora constantes. O nome rouba-nos um sorriso. O olhar um suspiro. A voz… A voz congela os nossos movimentos. O outro? Esse fica-nos com a alma….e resta um palco de circo, uma dança ao luar e à chuva ao som de Kravitz… Espontâneo!

Baci…

 

“Os ouvidos suportam uma injustiça com mais facilidade do que os olhos. “( Publílio Siro )

By Leonor, 12 12UTC Outubro 12UTC 2009 23:29

Boa noite…

Hoje, depois de adquirir um maço do meu péssimo vício do tabaco, saía do centro comercial e cruzei-me com uma vizinha e o respectivo marido, da minha mãe.

Após as costumeiras saudações…como está?  e os filhos? e os irmãos? e a vida?… etc etc… fiquei especada a observar a cadela de 14 anos que eles têm.

Ao longo destes anos ela cresceu, envelheceu, foi sujeita a diversas cirurgias. Mas está cá ainda.

Começámos a conversar e, uma vez que faleceu recentemente um dos cães da minha mãe, ela falou-me numa cadela a ser adoptada na União Zoófila.

Foi abandonada com 10 anos. A dona limitou-se a cometer a atrocidade de depositar lá a cadela, como se de algum dejecto se tratasse.

É um verdadeiro cliché, mas eu cresci no meio de animais…de pessoas que os tratam e fazem tudo para que sobrevivam. Detinha o sonho de ter uma quinta onde pudesse albergar todos os cães abandonados, somente com o que ganhasse para os sustentar.

Estamos fartos de ouvir falar em todo o lado do abandono dos cães em determinadas alturas do ano.

Revolta-me profundamente!

Grita-se aos 7 cantos que há animais no corredor da morte por falta de donos, por haver pouco espaço, falta de alimentos, de abrigos… Um sem número de motivos para que se justifiquem diariamente os “abates” que se cometem.

Ninguém se recorda dos peluches em pequenos? De termos tanta pena dos animais abandonados?

Dos nossos heróis de infância, que todos salvavam?

Que sociedade esta que construímos, que quer saber, maioritariamente de raças, pedigree, idade dos canídeos?

Peço que façam um exercício:

Já pensaram se começarem a adoptar animais em fim de vida?

Só há vantagens nesta situação: os animais por serem mais velhos, recebem um tratamento especial e mais cuidado, para que possam definhar com dignidade e conforto.

Os queridos, por mais feios que possam ser ( porque há quem escolha os animais pela beleza) agradecem com aquela expressão tão característica que nos leva sempre a verter lágrimas de comoção.

O ganho pessoal ao adoptarmos atitudes práticas e lógicas tendem a dar frutos numa longevidade panorâmica!

Vejamos o lado prático para as pessoas que “pretendem” o bem:

Libertam os canis com mais facilidade, uma vez que os animais estão velhos e mais cedo poderão ir adoptar outro animal, mais novo, quiçá?

A grande questão aqui, no meu entender, será a capacidade que temos que ter para enterrar todos estes animais, por nos afeiçoarmos a eles. Explicarmos aos nossos filhos que eles estão lá uns tempos, mas um dia hão-de chegar da escola e depararem-se com a ausência dos seus animais. E, acima de tudo, demonstrar-mos de alguma forma o conceito humanidade!

A enorme alegria é podermos contrariar a injustiça, de que tanto ouvimos falar!

E, obstinadamente, olharmos a injustiça como ela é, opondo-nos com olhos vigilantes contra todas estas adversidades.

 

Deixo-vos com este cliché….

Patrick Swayze….

By Leonor, 15 15UTC Setembro 15UTC 2009 14:11
Quem não se lembra com 14 anos, de olhar para o ecrã da TV, siderados e pensarmos: “MY God, when I grow old I want one of these for me, please!” atire a pedra!

Recordo-me das primeiras 50 vezes que vi o filme em casa…em português, em alemão, em inglês…e mais houvesse, continuava a ver…acredito piamente que despertei para o conceito - a linguagem amorosa é universal - com esta longa-metragem.

Era habituée o meu irmão comentar “tragam a banheira para segurar tanta baba”, quando se referia à figura que a minha irmã e eu fazíamos em frente ao ecrã.

E as famosas coreografias? Ainda as sei todas de cor.

Houve uma, em particular, que nós quisemos as duas imitar, a última cena….quando ela salta do palco e ele a agarra de braços estendidos, másculos, fortes e perfeitamente torneados…escusado será dizer, que fomos parar ao chão com grande espalhafato.

Após a adolescência, a famosa pube, já nos imaginavamos a dançar com o nosso 1º namorado, quiçá futuro marido, no chão de gatas, a miar: ” hey silvia? yes, mickey? How would you call your loverboy?..hey loverboy? Babyyyyyyy….ohhhh baby……” ah pois é. Todas nós protagonizámos esta cena em sonhos de olhos bem abertos no meio da aula de biologia!

E quando surgiu Ghost? Que voz, que charme… que Karma o meu! Sinceramente.

Claro que caiu o Carmo e a Trindade quando vi “Ruptura Explosiva” no cinema.

Por favor, Keanu Reeves e Patrick juntos?

Que mal foi que eu fiz???

A sensação de, sentada na Praia Grande, naqueles dias fabulosos de praia perto das rochas, o mar cheio de surfistas, ter uma miragem ténue do Patrick a sair da água em pé numa prancha, de uma onda fabulosa, enorme, com aquele físico perfeitamente esculpido (aposto que miguelangelo teve uma visão futurista) e, aterrar - adivinhem onde??? - AOS MEUS PÉS!

Ah! Afinal é mesmo a minha cadeira giratória e a única miragem consiste numa sala cheia de gente a trabalhar.

 

Depois destas confidências de uma pós-adolescente, em representação de todas, o famoso actor merece que os pensamentos se direccionem para ele.

Pode ser que lá, onde ele se encontra, nos envie uma brisa de movimentos dançantes que nos envolvam em sentimentos tão inocentes quantos os nossos 14 anos….

 

A ausência dos Pais nem sempre se prende pela circunstância da morte… inevitável… Mesmo ali, é como se não tivessem nunca estado presentes!!!!

By Leonor, 14 14UTC Setembro 14UTC 2009 14:06

A ausência dos Pais nem sempre se prende pela circunstância da morte… inevitável… Mesmo ali, é como se não tivessem nunca estado presentes!!!!

….pára! Seu filho… porquê? Não aguento mais estas chamadas. Telefonam sempre a meio da noite para me dizerem com quem estás. Os teus filhos atendem as chamadas e mesmo assim dizem as coisas. quem são essas pessoas ? Que não se inibem de contar aos miúdos. LARGAAA! Larga isso. Os miúdos ouvem. Partes a casa toda e não queres saber de nada. Só do álcool, gajas e toda a porcaria que ingeres e fazes. Não tens responsabilidade nenhuma.

AAAAAIIIIIIIII!

Não. O que se passa agora? Porque discutem tanto? Foi o aquário que se partiu. Será que os peixes morreram? espero que o meu irmão não acorde. Porque motivo parece que o coração vai saltar? Estou cheia de tonturas, sinto-me mal. Tremo por dentro e não quero abrir os olhos.

Porque é que ele não pára? Gritam sempre tanto.

O que aconteceu agora? Que estrondo foi este? Parece o armário grande. A Mamã não aguenta tudo isto.

Deitada na cama, inerte, trémula, sem reacção possível perante mais um episódio de berros, gritos e violência protagonizado pelos pais. O pai sempre alcoolizado. A Mãe preocupada com a gestão da casa, trabalho e 3 filhos. Não podia contar com o marido, se é que alguma vez assumiu esse papel, porque esbanjava todo o dinheiro em alcool, carros e mulheres.

Lembro-me das inúmeras chamadas que recebíamos em casa durante a noite. -”Estou? Quem fala? Não está, não. Não percebo. Mamã, a senhora diz que o Papá está com alguém desde as 21h. Vou passar à Mamã.”

Atirava com o telefone e a seguir chorava. Chorava muito.

E não dormia. Nunca conseguia dormir.

 

Onde estou? Está tudo escuro. Não sinto nada.

Tenho os olhos inchados de chorar. Lágrimas? O que se passou?

Procuro a luz. Acendo o candeeiro.

O meu filho a dormir. Não há barulho, nem berros, nem ouço ninguém a chorar.

Foi um pesadelo. Malditos pesadelos que me perseguem. São como um apêndice que não se pode retirar…que criam infecção e definhamos com eles…sem qualquer utilidade.

Gripe A…vês?

By Leonor, 9 09UTC Setembro 09UTC 2009 21:01

Há uns dias tive a reunião de início de ano no colégio do meu filho.

É o costume… montes de Pais novos (eu incluída!), imenso calor, vontade de nos regalarmos como as ovelhas no relvado exterior e, litradas de dúvidas.

O dito rendez-vous começou lindamente, com todas as explicações sobre procedimentos, regras, sanções (que, permitam-me a ditadura acho muito bem), exigidas, até à exposição do famoso contingente sobre a Gripe A…

A dada altura, passo a explicar: após a informação que os meninos irião deixar de beber dos bebedouros, teriam que trazer garrafas de casa e, andar com um kit desinfectante, tudo corria bem! Eu acho óptimo, verdade seja dita.

Qual não é o meu espanto (acredito que houve mais pais assim como eu), quando uma mãe extremosa, quase berra que: “permitam-me o comentário e a revolta, mas sou MÉDICA e não concordo com essas medidas!!! não é por andarem com um KIT que ficam livres de apanhar a gripe A!!!”

Bem, fiquei entontecida pelo minimalismo de tal médica:

<Sempre fui educada, desde nova e toda a família, a não bebermos dos bebedouros e não partilharmos às dentadas os alimentos dos colegas! Porquê? Uma questão de higiene, senso comum, bom senso…inventem outro sinónimo!

A minha vontade (o problema é que sou muito tímida e introvertida e tendem a não me levarem a sério - isso irei resolver um dia com algum terapeuta que tenha paciência q.b. para me aturar, claro!) foi de me levantar e de me insurgir contra tais afirmações.
A senhora é médica o que agrava redondamente tudo o que disse. A não partilha de resmas…paletes de germes é condição sinèquanon para que os miúdos se habituem a terem uma higiene mais cuidada. Esquecem-se que as cáries agravam ou aparecem nestas trocas desnecessárias.. Façam como nós, cortam o bocadinho de comida e partilham.

A imagem de se abocanharem da comida ou garrafas dos colegas é uma coisa impressionante e, lembra-me os cachorrinhos que se amontoam à volta do prato de leite e da ração.  ão aõ ão….

Peço sinceras desculpas a quem se identifique neste moment que a senhora médica teve, mas é mesmo uma questão de higiene.

Infelizmente, as pessoas decidem ter atitudes de sociabilização e civismo devido a uma gripe… até hoje, poucos se inibem de “escarrar” para o chão…e, com sorte, quando estacionamos o carro e estamos a sair do mesmo, com aquele tailleur executiva, e sapatos estileto, ainda cai em cima do tornozelo, estragando aquela imagem mega-sexy da perna a sair do carro… Não resisti a esta imagem, hahaha.

De qualquer das formas, como se discutia amigavelmente ontem à noite no programa da Maria Elisa, os hábitos de espirrar ( e não espilrar, agradeço rectificação até instruções em contrário…num possível próximo acordo ortográfico…) para a frente, de preferência para o aglomerado que tem mais pessoas e, que não é sancionado por atingir velocidades de 150 a 180km/h a 4m de alcance (como referiu a maria elisa); para cima das alfaces do supermercado (um nojo, imaginar os vermes, germes, tudo, de meio mundo na minha saladinha logo à noite); de tocar em tudo e, acima de tudo, a mania do povo português se cumprimentar a toda a hora e  por todos os motivos.

A maioria das pessoas não se dá ao work (propositado, para reforçar a ideia de preguiça) de lavar as mãos nos lavabos e, a posteriori, estão a cumprimentar com um grande sorriso o gajo do apartamento da frente, ou que manda na empresa….

A gripe A… um meio de ensinar de uma vez por todas os hábitos civicos de higiene? Uma forma alterantiva de levantar a economia mundial? Um problema de saúde pública? Todos e mais uns quantos… e uma forma de rever a falta de higiene e formação educacional nos dias que correm.

Gripe A… vês?  como escarram para o chão? Vês… como espirram para cima de todos? Vês… como não lavam as mãos?

e ainda se admiram de ser a gripe suína?????

Eu não! Aquilo que deveria estar enraizado em nós, afinal não está. Actos tão simples, que agora passaram a fazer parte de um plano de contingência!!!!

Espero do fundo do meu iceberg que esta pandemia passe ao lado de todos, mas guardo esperanças que se aprenda mais com isto e, não seja tão passageira a aprendizagem como um ciclone!

Vou deixar-vos por hoje . Tenham todos uma excelente tarde. :)

bJS

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By Leonor, 3 03UTC Setembro 03UTC 2009 12:17

…”A tradição é a personalidade dos imbecis”….(Einstein)

 

Ontem senti de todas as formas esta frase. 1h 30m no trânsito para chegar a casa.
Atentos, vou reproduzir o trajecto, para uma melhor percepção do TEMPO perdido!!!!

Algés - rotunda de Carcavelos!!!

O inédito de tudo isto é, que não me parece possível toda a população da famosa linha ter-se juntado em simultâneo para regressarem a casa… também não será normal os 2 principais acessos a acessos a essa zona, estarem sempre encafuados de gente e carros…
Mas quem sou eu?
Se não tivesse que vir trabalhar todos os dias para Lisboa, no meio do trânsito catastrófico, de um barulho infernal, levar o menino à escola, nao saber onde estacionar o carro quando chego ao trabalho, depois ir buscar o menino à escola, visitarmos a bivó de 84 anos, ir buscar tralha a casa da avó de 59, e ir para casa, onde tenho que providenciar o jantar, passear a cadela, dar o banho ao menino, arrumar a tralha que trouxemos, deitar o menino… não me atreveria a estar sempre no meio da loucura e do Caos.
Como aguentam isto todos os dias? sempre que posso vou de comboio, é mais económico e, ao invés de ver alguém no carro do lado a escavar burries do nariz, sempre posso ler o livro que nunca tenho tempo e, ver o nosso fantástico mar!

Fartei-me de insultar todo o mundo… Perguntam-se???? De que lhe serviu??? De nada, niet, nichts, nothing, rien de rien.

Pelo meio, consegui dissertar sobre a imbecilidade que está premente em todos os comportamentos adversos a uma melhor fluência do trânsito.

Enfim, pelo menos partilhei e desabafei sobre este ponto. :)

Bjs

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