Coragem…ou não?!

Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo.

A coragem não consiste na ausência de medo e ansiedade, mas na capacidade de prosseguir mesmo quando temeroso.

Frases que descobri no Google.

Ao longo da vida criei um estigma em torno das relações pessoais que tive, tenho ou virei a ter.

Todos temos esta tendência com o decorrer do tempo, ou porque nos desiludimos vezes demasiadas, ou porque, simplesmente, são sinais de amadurecimento emocional.

Eu vivo em constante receio de falhar, de não conseguir levar avante as minhas vontades, desejos e objectivos, em qualquer um dos campos da minha vida.

Pânico é a palavra que melhor descreve o que sinto quando penso sequer na remota hipótese de permitir que alguém se aproxime de mim.

Hoje deparei-me com estas questões que me fizeram:

Mas há dias em que me intrigo com o que acontece se eu tiver menos força em algum instante… será que vais tu dizer as coisas certas… Dar-me aquele abraço e aquele beijo que eu vou precisar de ouvir?… Estás sempre a falar de ficares “novamente sozinha”… Isso angustia-me. Isso não é um projecto… Isso não é nada… é um passar do tempo fechada, trancada, na torre alta do castelo, o tal lugar inacessível… quando te pedir uma mão para subir para a tua janela e achar que já não tenho forças e que vou cair.. Tu não ajudas e deixas-me cair… É seriamente ESTE o teu plano?. .. É esta a imagem que eu vejo quando tens essa conversa… daí a minha angústia!?

 

Perguntam qual a minha reacção? A vossa qual seria? A imagem que eu espelho é a de uma Rapunzel na torre a aguardar que alguém me resgate deste torpor emocional em que me tranquei e, a esperança de conseguirem realizar esse enorme feito. Digo isto, porque tenho absoluta consciência da terrível tarefa que eu incuto a esse alguém para me dar, algum dia.

Sempre disse que me surpreendam, devem arrebatar-me, saber ser firmes e enfrentarem-me.

Se algum dia perderes a força eu tenho que aqui estar. Mas antes preciso de saber se é isso que vais querer. Eu dou o abraço que quiseres, que precisares, lanço os lençóis e toalhas que forem necessárias.

A minha mente rodopia em espiral, em altos e baixos sem fim, a espera de tomar uma decisão e de, finalmente, ter a coragem de seguir em frente apesar de todo este pânico.

Sim, tens razão, não to vou negar. Estou relutante quanto a levantar este “rabo pesado”, como as crianças quando fazem birras e deixar que me elevem.

No fundo, concordo que tenho medo que sejas falso, volátil, tóxico e temporário! Que eu ganhe confiança em ti e sinta levemente o toque da felicidade…e que tudo desabe quando menos espero.

O meu livro vai longe e avançado, toda a minha vida é uma encruzilhada, vejo todos os objectivos traçados. Faltam-me as soluções. A solidão foi uma opção para evitar constrangimentos e desilusões que via prementes.

Pediste-me uma oportunidade para tentares… e confesso, não resisto a esse olhar verde, profundo. Essa ingenuidade inteligente, que me desarma sempre. A vontade que tenho de ser agarrada por ti, nesses braços firmes quando penso em fugir desalmadamente de qualquer emoção, sentimento que se aproxime de mais do que um simples gostar.

Vejo agora a profundidade do teu olhar e não vislumbro resquícios de falsidade…Sinto, de forma estranha, a segurança que me transmites.

Perguntas o que eu quero. O que todas as meninas querem quando ouvem e sentem a 1ª história de conto de fadas. Quero sentir-me segura, saber que é de mim que gostam, que se preocupam comigo.

E quero poder retribuir tudo isso.

Dar a mão quando precisares….

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