Vejo as notícias e não me consigo conformar.
Uma amiga minha diz-me que devemos “positivar” as nossas conversas/frases, ou seja, utilizar o menos possível os termos NÃO/NUNCA/NADA…
Neste momento, confesso não ser capaz disso.
NÃO entendo como permitiram acontecer uma situação como a do Leandro. Desde o corpo pedagógico a todos os que o rodeavam diariamente. Entendo não responsabilizar os Pais, a quem tenho todo o respeito.
As pesssoas que me circundam, costumam repetir que não serve de NADA enervar-me tanto, nem objectar sobre tudo, porque sozinha NÃO vou mudar o mundo. NÃO ME CONFORMO.
Eu estrabucho. Gesticulo. Insulto menos. Refilo. Queixo-me. Insurjo-mecontra quaisquer nadas e tudos que me comicham o sistema nervoso.
Se tivessem dito aos Pais - “queixem-se/falem/sobreponham-se/zanguem-se” - se alguém batesse com o pé a dada altura, ter-se-ia evitado o pior.
NÃO ME CONFORMO.
Gritem. Por favor.
ArMEM um escândalo. Agarrem o chinelo com alma.
Ninguém fala em passar por cima dos outros ou ser violento.
Por aquilo que está errado. Pelas injustiças do mundo.
Contra a violência gratuita, a animalidade premente nas atitudes tidas pelas ditas “pessoas”, seres em construção.
Não evita a total desconstrução desta barbárie.
Simplesmente…como Mãe… NÃO me conformo….
OS meus mais respeitosos pêsames…
